Documentos apontam que ao menos seis vereadores eleitos pelo PL em Maceió teriam sido filiados ao PSDB, o que provocou forte repercussão política e levantou questionamentos sobre a legalidade do processo.
Entre os nomes citados estão Galba Neto, Marcelo Palmeira, Siderlane Mendonça, Jeannyne Beltrão, Jonatas Omena e Luciano Marinho. Apesar dos registros, parte dos parlamentares afirma não ter autorizado a filiação. Luciano Marinho, por exemplo, declarou que a situação ocorreu sem seu consentimento e já está sendo tratada administrativamente.
Enquanto isso, há vereadores que confirmaram a mudança de partido, como Eduardo Canuto, Chico Filho e Cal Moreira, que chegaram a registrar a filiação ao lado da direção do PSDB.
Diante do cenário, o PL reagiu e anunciou que pode adotar medidas judiciais para recuperar os mandatos. O líder do partido em Alagoas, vereador Leonardo Dias, afirmou que recebeu relatos de filiações sem autorização e defendeu uma apuração rigorosa do caso.
Segundo ele, caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis poderão ser acionados judicialmente. Além disso, o partido também avalia pedir a perda de mandato de parlamentares que tenham deixado a legenda sem respaldo legal, com base na regra de fidelidade partidária.
A situação pode se agravar, já que há possibilidade de judicialização. Nos bastidores, a avaliação é de que os vereadores envolvidos podem ser enquadrados por infidelidade partidária, o que pode resultar na perda dos cargos.
O episódio também gerou tensão durante a posse do prefeito Rodrigo Cunha, na Câmara de Maceió. Relatos apontam para discussões entre vereadores e integrantes do núcleo político da nova gestão, tendo como pano de fundo a condução das filiações.
Há ainda informações de que o caso já teria sido levado a órgãos de controle, incluindo denúncias ao Ministério Público Federal e registros junto à Polícia Federal. A expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, com possível atuação do PL nacional.

