O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), um dos autores do relatório paralelo da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou nesta quarta-feira (27) que existe uma conexão direta entre as fraudes identificadas no instituto, o caso do Banco Master e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante entrevista coletiva concedida no Senado, o parlamentar governista apelidou o escândalo de BolsoMaster e defendeu a responsabilização criminal da cúpula do governo anterior.
Para Pimenta, o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou como o mentor intelectual das irregularidades investigadas pela comissão. O deputado declarou aos jornalistas que o grupo governista está propondo o indiciamento de Bolsonaro como chefe de uma organização criminosa, além de acusá-lo por improbidade administrativa e furto qualificado contra idosos. De acordo com o relatório alternativo ao qual a imprensa teve acesso, a base de apoio ao governo atual sustenta que houve uma estrutura montada para facilitar desvios e operações atípicas envolvendo benefícios previdenciários e instituições financeiras.
O texto do relatório detalha as tipificações penais sugeridas, fundamentadas no Código Penal e na Lei de Organização Criminosa. Segundo os parlamentares do PT, o esquema teria prejudicado diretamente a população idosa do país por meio de práticas financeiras abusivas e fraudulentas. O pedido de indiciamento agora segue para apreciação, enquanto a base governista pressiona para que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal aprofundem as investigações sobre os vínculos entre a diretoria do Banco Central na época e o comando do Palácio do Planalto.

