A construção de uma nova maternidade estadual em Arapiraca, com investimento de R$ 60 milhões, foi destacada pelo deputado estadual Ricardo Nezinho durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Alagoas. A iniciativa faz parte das ações do governo de Paulo Dantas para ampliar a estrutura pública de saúde no interior do estado.
Segundo o parlamentar, os recursos já estão garantidos e o projeto segue em tramitação para abertura do processo licitatório, conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde, sob coordenação do secretário Gustavo Pontes de Miranda. A maternidade será de porte 2, com atendimento obstétrico 24 horas, além de serviços de urgência e emergência, sendo mantida pelo Governo do Estado para garantir funcionamento contínuo.
Ao comentar a iniciativa, Ricardo Nezinho ressaltou que o investimento é resultado de uma articulação construída ao longo dos últimos anos, com solicitações formais e acompanhamento junto ao governo estadual. A liberação dos recursos foi apontada como resposta a uma demanda histórica de Arapiraca e de municípios vizinhos.
Durante o pronunciamento, o deputado também destacou outros avanços na saúde local, como a implantação de uma policlínica estadual com recursos do Novo PAC, no valor de R$ 17 milhões. A unidade deverá ampliar a oferta de consultas especializadas e exames, fortalecendo a rede pública regional.
Ao relembrar o cenário da saúde no município, o parlamentar destacou que Arapiraca enfrentou uma redução significativa no número de maternidades ao longo das últimas décadas. Há cerca de 20 anos, a cidade contava com oito unidades hospitalares com serviços obstétricos, número que caiu após o fechamento de diversas instituições.
Entre os estabelecimentos que encerraram as atividades estão o Hospital Pedro Albuquerque, fechado em 2008; o Hospital e Maternidade Santa Maria, em 2011; o Hospital e Maternidade Afra Barbosa, em 2021; o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, em 2022; e, mais recentemente, a Maternidade do Chama, em 2025.
Como consequência, houve redução na oferta de leitos obstétricos e aumento da pressão sobre as unidades restantes, dificultando o atendimento tanto da população local quanto de cidades do Agreste.
Ao defender a nova maternidade, o deputado afirmou que Arapiraca construiu uma trajetória como referência regional no atendimento a gestantes, posição que foi enfraquecida com o fechamento de unidades privadas ao longo dos anos.
Com a implantação da maternidade estadual e da policlínica, a expectativa é de que o município volte a fortalecer sua rede de assistência materno-infantil, ampliando o acesso aos serviços de saúde e garantindo maior segurança para gestantes e recém-nascidos da região.

