O laudo pericial realizado após a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, trouxe novos elementos para a investigação de sua morte, ocorrida em 18 de fevereiro, quando foi encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento.
De acordo com o exame, foi identificada a presença de espermatozoides no canal vaginal da vítima, indicando que ela teria mantido relação sexual pouco antes de morrer. A informação contraria a versão apresentada pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele e principal suspeito do crime.
Durante as investigações, o oficial afirmou que o casal enfrentava uma crise no relacionamento e que ambos estariam dormindo em quartos separados, sem contato íntimo.
Segundo o documento pericial, “o resultado positivo para espermatozoides no canal vaginal confirma a existência de coito vaginal recente”, reforçando a inconsistência entre a versão apresentada e os indícios técnicos.
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra o tenente-coronel, que passou a responder como réu pelos crimes de feminicídio qualificado — por ter ocorrido em contexto de violência doméstica — e fraude processual.
De acordo com o Ministério Público, além do homicídio, há indícios de que o acusado tenha alterado a cena do crime com o objetivo de dificultar ou induzir erro nas investigações. O caso segue em andamento.

