O presidente do PP, deputado Ciro Nogueira (PI), confirmou em jantar com correligionários na noite de 3ª feira (1º.dez.2020) que o candidato da legenda à presidência da Câmara será Arthur Lira (PP-AL).
A eleição para presidência da Casa será realizada em fevereiro de 2021. A disputa pela sucessão começa a monopolizar as atenções dos deputados.
Lira é o principal líder do bloco conhecido como Centrão. Ele se aproximou do governo ao longo de 2020. É o candidato preferido do Planalto para a sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na principal cadeira da Câmara.
A confirmação de Ciro é má notícia para Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Ele é um dos deputados mais próximos de Maia e disputa a bênção do atual presidente para se candidatar. Sem o apoio do próprio partido, as chances de Aguinaldo viabilizar a candidatura ficam muito reduzidas.
Além de Aguinaldo, outros 5 deputados buscam o apoio de Rodrigo Maia para ser o candidato de seu campo político. São eles:
Baleia Rossi (MDB-SP);
Marcos Pereira (Republicanos-SP);
Luciano Bivar (PSL-PE);
Marcelo Ramos (PL-AM);
Elmar Nascimento (DEM-BA).
Ainda não há certeza na Câmara, porém, se o candidato do grupo político de Maia não será ele próprio. O deputado tem negado. Nos próximos dias o STF (Supremo Tribunal Federal) poderá permitir que ele (e Davi Alcolumbre, presidente do Senado) concorra outra vez, o que é vedado atualmente.
Maia está à frente da Casa desde 2016, quando assumiu 1 mandato tampão depois da saída de Eduardo Cunha (MDB-RJ). Pode disputar a eleição de 2017, na mesma legislatura, graças a um entendimento de que concorrer depois de um mandato tampão não é tentativa de reeleição. Em 2019 pode se candidatar porque tratava-se de uma legislatura diferente da anterior.
Tanto o Centrão quantos os partidos de esquerda têm se manifestado contra a possibilidade de reeleição. Os partidos da oposição são parte imprescindível dos cálculos do grupo político de Rodrigo Maia para manter a influência sobre a Câmara.
Fonte – Blog do Bernardino

