O governo federal anunciou nesta quarta-feira um conjunto de medidas para evitar uma possível greve nacional de caminhoneiros, diante da alta no preço do diesel, impactado pela guerra no Oriente Médio.
De acordo com o ministro dos Transportes, Renan Filho, a principal ação será a implementação de um sistema de fiscalização eletrônica dos fretes. O objetivo é verificar se as empresas estão cumprindo a tabela de preços mínimos estabelecida para o transporte rodoviário de cargas.
Além disso, a fiscalização presencial também será intensificada. Segundo o ministro, empresas que descumprirem de forma recorrente a tabela poderão ser impedidas de contratar novos fretes. Ele destacou que a prática de não respeitar o piso mínimo deixou de ser pontual e passou a ser comum no mercado.
“Não se trata de caso isolado. Estamos falando de agentes econômicos relevantes”, afirmou.
A insatisfação da categoria cresce em meio ao aumento expressivo no valor do combustível. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que o preço médio do diesel subiu cerca de 12% na última semana, chegando a R$ 6,80 por litro.
Diante desse cenário, lideranças dos caminhoneiros voltaram a ameaçar uma paralisação nacional, pressionando o governo por medidas mais efetivas para conter os custos.
As ações anunciadas fazem parte de um pacote mais amplo para enfrentar a alta dos combustíveis. Na semana passada, o Executivo já havia adotado medidas como a isenção de impostos federais sobre o diesel e a criação de subsídios para produtores e importadores, com o objetivo de reduzir o impacto no preço final ao consumidor.

