O deputado estadual Lelo Maia subiu o tom contra a gestão do prefeito de Igaci, Petrúcio Barbosa, em um embate que ganhou contornos de disputa política e cultural no Agreste alagoano. A polêmica gira em torno da realização de uma cavalgada no povoado Lagoa do Capim, que a prefeitura tentou vetar alegando a existência de obras estruturais na região. O parlamentar não poupou críticas e mandou um recado direto ao gestor, afirmando que o tempo dos coronéis acabou e que não se intimida com ameaças ou jagunços.
Em uma manifestação incisiva nas redes sociais da própria prefeitura, Lelo Maia questionou as prioridades da administração municipal. Segundo o deputado, é inadmissível que uma cidade enfrentando carências na saúde, assistência social e baixos índices de desenvolvimento humano tenha como foco principal impedir uma manifestação tradicional da população. Para reforçar sua posição, o parlamentar apresentou um documento oficial da Polícia Militar de Alagoas que confirma o planejamento operacional e o policiamento para o evento, agendado para o dia 29 de março.
A autorização da PM prevê toda a logística de segurança para a programação, que inclui desde o café da manhã dos cavaleiros até as apresentações musicais no povoado. Para os organizadores, o respaldo da corporação desmorona o argumento da prefeitura de que não haveria condições de segurança ou viabilidade para a festividade. O caso repercutiu rapidamente, dividindo opiniões entre moradores que defendem a manutenção das tradições locais e aqueles que apoiam as decisões da gestão executiva.
O episódio marca mais um capítulo de tensão política em Igaci, com o deputado Lelo Maia se posicionando como contraponto direto ao prefeito Petrúcio Barbosa. Enquanto a prefeitura mantém a nota oficial sobre as restrições por conta de obras, o parlamentar garante que a cavalgada é um direito da comunidade e uma expressão cultural que deve ser preservada contra interferências políticas. O clima na região segue de expectativa para o dia do evento.

