O temor de que o preço do petróleo alcance US$ 200 por barril ganhou força nesta quarta-feira (11) após declarações de autoridades do Irã em meio à escalada do conflito com os Estados Unidos.
Nos últimos dias, a cotação da commodity se aproximou de US$ 120 por barril, impulsionada pela instabilidade no Oriente Médio. Diante da alta, países integrantes da Agência Internacional de Energia (IEA) concordaram em liberar milhões de barris de suas reservas estratégicas de emergência para tentar conter a escalada dos preços.
Um dos principais focos de preocupação é o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A região é monitorada pela Guarda Revolucionária Iraniana, responsável por supervisionar a navegação no local.
Segundo o porta-voz do comando militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, o país não permitirá que a passagem seja utilizada em benefício dos adversários.
“Não permitiremos que nem um litro de petróleo passe pelo Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos e seus aliados. Não se pode baixar o preço do petróleo e da energia com respiração artificial”, afirmou.
Nos últimos dias, o Irã chegou a bloquear o estreito como forma de pressionar pelo fim dos ataques atribuídos a Estados Unidos e Israel, o que impactou diretamente o mercado internacional de energia.
Além do bloqueio, novos incidentes envolvendo embarcações no Golfo Pérsico ampliaram o clima de tensão. Autoridades iranianas voltaram a alertar que, caso o conflito se intensifique, o preço do petróleo poderá atingir níveis inéditos.
“Preparem-se para que o petróleo chegue a US$ 200 por barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, declarou o porta-voz militar.

