O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis relações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o Banco Master, criticou a proposta apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ampliar o escopo da comissão.
Flávio sugeriu incluir na investigação o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em declaração, Alessandro Vieira afirmou que a iniciativa teria o objetivo de desviar o foco da investigação principal. Segundo ele, a ampliação proposta poderia gerar confusão e comprometer a apuração sobre os ministros do Supremo.
“O senador Flávio Bolsonaro repete o que fez em 2019: tenta evitar a investigação de ministros do STF criando tumulto. Ou se limita o objeto e se faz uma investigação séria ou se cai em um ambiente de confusão que não contribui para o esclarecimento dos fatos”, declarou.
O pedido original de criação da CPI foi protocolado no Senado para investigar possíveis relações pessoais e financeiras envolvendo os ministros do STF e o Banco Master, após os desdobramentos do chamado Caso Master.
No requerimento de aditamento, Flávio Bolsonaro argumenta que a ampliação da investigação busca apurar eventuais contatos entre autoridades do governo federal e o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo uma suposta reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024.
A proposta ainda será analisada no Senado, que decidirá sobre o escopo final da comissão parlamentar de inquérito.

