O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, afirmou que, se as suspeitas envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ocorressem nos Estados Unidos, autoridades policiais já estariam investigando os negócios da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Em declaração à coluna do jornalista Paulo Cappelli, Miller afirmou que a situação exigiria esclarecimentos imediatos perante a legislação americana. Segundo ele, Moraes teria “muito a explicar” e os investigadores analisariam detalhadamente todas as atividades profissionais da advogada.
As declarações foram feitas após Miller repercutir uma reportagem da revista The Economist que menciona um contrato firmado entre Viviane Barci e o Banco Master, avaliado em R$ 129 milhões. Em um trecho destacado pelo conselheiro, a publicação afirma que Moraes estaria enfrentando pressões relacionadas ao caso.
Miller também citou outro ponto da reportagem que menciona o crescimento no número de clientes atendidos pelo escritório da advogada após a nomeação de Moraes ao STF. Segundo os dados mencionados, antes da indicação do ministro ao tribunal, o escritório teria 27 processos no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, o número teria aumentado para 152 casos.
Nas redes sociais, o estrategista político ainda provocou o ministro ao comentar uma reportagem da imprensa norte-americana sobre mensagens enviadas ao magistrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, na data de sua primeira prisão, em novembro de 2025. Na publicação, Miller escreveu “Tick-tock, Xandão”, em referência a uma contagem regressiva.
Jason Miller é considerado um dos principais estrategistas políticos de Donald Trump. Ele atuou como porta-voz em campanhas eleitorais e participou de estratégias de comunicação da Casa Branca, sendo conhecido por sua atuação na área de mídia e posicionamento político.

