Uma pesquisa realizada pelo Instituto FALPE na Região Metropolitana de Maceió trouxe um novo elemento para a disputa pelo Senado em Alagoas: o desempenho do médico e deputado estadual Dr. Wanderley (MDB).
No cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — Wanderley aparece em quarto lugar com 14,5% das intenções de voto, superando o deputado federal Arthur Lira (PP), que registra 13,5%. A liderança do levantamento fica com Alfredo Gaspar (40%), seguido por Davi Davino Filho (36%), enquanto o senador Renan Calheiros (MDB) aparece em terceiro, com 20%.
O resultado chama atenção por colocar o parlamentar do MDB à frente de uma das principais lideranças políticas do estado justamente na Grande Maceió, região considerada tradicionalmente mais desafiadora para o partido.
Quando o recorte considera apenas a capital alagoana, o desempenho de Dr. Wanderley ganha ainda mais destaque. Nesse cenário, ele aparece em terceiro lugar com 16,5% das intenções de voto, atrás apenas de Davi Davino Filho (41%) e Alfredo Gaspar (43%). Já Arthur Lira registra 8%.
O levantamento foi realizado entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março, com 1.200 entrevistas na Região Metropolitana de Maceió. A pesquisa possui margem de erro de 2,82 pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-05611/2026.
Nos bastidores do MDB, os números reforçam discussões sobre a composição da chapa para o Senado em 2026. A sigla trabalha com a possibilidade de lançar dois nomes para a disputa, tendo a candidatura do senador Renan Calheiros como certa e ainda avaliando quem poderá ocupar a segunda vaga.
Até então, o vice-governador Ronaldo Lessa vinha sendo apontado como uma das opções mais fortes dentro do grupo. No entanto, o desempenho de Dr. Wanderley nas pesquisas começa a colocá-lo como uma alternativa viável para a disputa.
A avaliação dentro do partido é de que, caso o MDB decida lançar dois candidatos, será necessário escolher um nome com capacidade de dialogar com diferentes correntes políticas e ampliar o alcance eleitoral da chapa. Nesse cenário, aliados apontam que Wanderley tem um perfil de trânsito entre diferentes campos políticos, sendo respeitado tanto por setores da esquerda quanto da direita.
Embora o levantamento esteja restrito à Região Metropolitana de Maceió — e não represente todo o eleitorado alagoano — os dados são vistos como um teste inicial de competitividade. Caso o desempenho se repita em pesquisas futuras, o médico e deputado pode deixar o campo das especulações para se tornar um nome competitivo na corrida pelo Senado.
Em um levantamento anterior, divulgado no início do ano, Dr. Wanderley já aparecia entre os nomes citados para a disputa, com 11,3% das intenções de voto, indicando que novas lideranças podem ganhar espaço em meio à disputa entre figuras tradicionais da política alagoana.

