O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (04), criticou duramente a decisão monocrática do ministro Flávio Dino, que suspendeu medidas aprovadas pela Comissão, incluindo requerimentos de quebra de sigilo.
Para Alfredo Gaspar, a decisão “cabe como uma luva para a proteção dos grandes corruptos da nação” e representa, segundo ele, um ataque à independência do Congresso Nacional e à harmonia entre os Poderes.
“Primeiro ponto a ser esclarecido é que essa é uma decisão atípica. Nós estamos enfrentando verdadeiramente obstáculos quase intransponíveis para investigar os grandes corruptos da nação. A decisão monocrática do ministro Flávio Dino é um péssimo exemplo para a democracia”, afirmou. “Nós estamos avançando muito em busca da verdade e não vamos admitir interferência na Casa. Não é possível que uma votação legítima, reconhecida pelo presidente Davi Alcolumbre, seja desmerecida por decisão de um ministro do Supremo.”
O relator também questionou os efeitos da suspensão sobre alvos incluídos no bloco de requerimentos aprovado pela Comissão. “A quem interessa blindar determinados investigados? A quem interessa proteger grandes empresários, grandes banqueiros e até o filho do Presidente da República? Tem muita coisa a ser esclarecida”, declarou.
O parlamentar reforçou que a CPMI continuará atuando para garantir o avanço das investigações e a apuração completa dos fatos relacionados às suspeitas de irregularidades no âmbito do INSS.

