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    Home»BRASIL»Escala 6×1: deputado acusa extrema-direita de defender “exploração”
    BRASIL

    Escala 6×1: deputado acusa extrema-direita de defender “exploração”

    2026-02-27T10:20:32-03:000000003228202602

    O presidente do PT em Alagoas, deputado estadual Ronaldo Medeiros, elevou o tom no debate sobre a jornada de trabalho e acusou a extrema-direita de defender a “exploração” e até uma forma moderna de “escravidão” dos trabalhadores.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, ele criticou a manutenção da escala 6×1 e pediu que a população acompanhe como os deputados federais de Alagoas vão votar na proposta que trata da redução da jornada.

    “Não é modernização, é exploração. Manter a escala 6×1 é tratar o trabalhador como descartável e concentrar riqueza nas mãos de poucos”, afirmou Medeiros. Em outro trecho, ele alertou: “Fiquem de olho em quem vota contra o trabalhador. Defender a escala 5×2 é defender saúde, família e respeito.”

    O dirigente petista citou o caso da Argentina como exemplo do que classifica como retirada de direitos. Segundo ele, o governo de Javier Milei promove reformas que flexibilizam regras trabalhistas e reduzem garantias históricas. “Na Argentina, a extrema-direita avança para retirar direitos, ampliar jornadas exaustivas e precarizar o trabalho. Aqui no Brasil, o alerta está dado”, declarou.

    A proposta e o embate político

    A discussão no Congresso Nacional gira em torno de proposta que busca alterar a jornada de trabalho predominante em diversos setores, substituindo a escala 6×1 por modelos considerados menos exaustivos. A iniciativa tem apoio de partidos alinhados ao governo federal, sob o argumento de que amplia a proteção social e melhora a qualidade de vida do trabalhador.

    Por outro lado, partidos como PL e Republicanos têm se posicionado contra mudanças na regra atual, alegando impactos econômicos e possíveis reflexos sobre geração de empregos.

    Ao cobrar transparência no voto da bancada alagoana, Medeiros reforça a estratégia de mobilização adotada desde que assumiu o comando do PT no Estado: levar o debate às redes, às bases e às ruas. “Quem vota contra o trabalhador precisa ser conhecido e cobrado pelo povo”, afirmou.

    A votação da proposta deverá colocar em lados opostos partidos que já disputam espaço no cenário estadual e nacional. Em Alagoas, o posicionamento dos deputados federais pode se transformar em novo capítulo do embate entre governo e oposição — agora sob a bandeira da jornada de trabalho e dos direitos sociais.

    Fonte: Blog do Edivaldo Júnior

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