O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou nesta quinta-feira (26) os episódios marcantes da Copa do Mundo de 2014 e afirmou que o Brasil tem a oportunidade de se “redimir” com a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027. Durante seu pronunciamento, Lula criticou duramente as vaias e ofensas dirigidas à então presidente Dilma Rousseff na abertura do torneio há 12 anos.
“Eu nunca esqueço da grosseria da torcida xingando a Dilma. É uma coisa que eu jamais imaginei ver em uma festa que o Brasil estava organizando”, declarou o mandatário. Para Lula, o desrespeito sofrido pela petista era reflexo de um “clima nervoso” e de uma tensão política que, segundo ele, influenciou até mesmo o desempenho da Seleção Brasileira em campo.
O presidente foi além e relacionou o histórico 7 a 1 sofrido contra a Alemanha ao ambiente conturbado da época, marcado por denúncias de irregularidades em obras e infraestrutura. Lula defendeu os atletas, afirmando que o “vexame” não deve ser atribuído aos jogadores, mas ao contexto de “mentiras inesquecíveis sobre a corrupção na Copa” que tiraram o foco do esporte.
“Não havia clima sequer para jogar futebol. É a única explicação que eu tenho para aquele banho que tomamos”, justificou. Agora, com a sede do Mundial Feminino de 2027 garantida, o governo federal aposta no torneio como um símbolo de superação e de um novo momento político e social para o país, buscando apagar as memórias negativas de 2014.

