O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (26) que o governo “perdeu no voto” após a comissão aprovar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A decisão foi tomada no âmbito da comissão que investiga descontos não autorizados em benefícios do INSS. Segundo Viana, o resultado da votação refletiu a posição da maioria dos parlamentares.
“A oposição tem o direito de se manifestar, o governo também. O que vale é o voto. No voto o governo perdeu”, declarou o senador, ao comentar o desfecho da sessão.
Após a aprovação do requerimento, o clima na comissão ficou tenso. Parlamentares trocaram acusações, houve empurra-empurra e a transmissão da reunião chegou a ser interrompida pela TV Senado.
O requerimento aprovado foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), e solicita a quebra de sigilo no período entre 1º de janeiro de 2022 e 31 de janeiro de 2026.
Reportagem do Metrópoles apontou que Lulinha teria recebido cerca de R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O caso segue sob apuração no âmbito da CPMI.

