O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, comentou nesta segunda-feira, 23, as divergências públicas envolvendo integrantes e aliados da família Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, ele defendeu união do grupo e afirmou que o foco deve estar na disputa eleitoral de 2026.
“Está todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição. Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todXs”, escreveu o parlamentar no X, antigo Twitter.
Nos últimos dias, trocas de críticas e indiretas expuseram um racha dentro do chamado núcleo duro do bolsonarismo. Entre os envolvidos estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira.
O estopim da nova tensão foi a convocação feita por Nikolas, no dia 12, para o ato “Fora, Lula, Fora, Moraes e Toffoli”, marcado para 1º de março. Parte dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro avaliou que a mobilização não deu prioridade suficiente à pauta da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
A ausência de manifestações públicas mais enfáticas de apoio à pré-candidatura de Flávio também ampliou o desgaste. Eduardo Bolsonaro criticou o que chamou de falta de respaldo à campanha do irmão, citando nominalmente Nikolas e Michelle.
Nikolas respondeu às críticas após visitar Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Ele negou desinteresse ou omissão e afirmou que a prioridade no momento é a situação do ex-presidente, que cumpre pena e enfrenta problemas de saúde.
Michelle Bolsonaro também entrou no debate de forma indireta. Em publicação nas redes sociais, compartilhou imagem de banana frita, dizendo ser um prato apreciado pelo marido. A postagem foi interpretada por aliados como ironia, já que Eduardo Bolsonaro é apelidado de “bananinha” por críticos.
O episódio evidenciou divergências estratégicas dentro do campo bolsonarista sobre prioridades e condução política. Ao se manifestar, Flávio buscou sinalizar apaziguamento e reforçar a necessidade de alinhamento interno para viabilizar o projeto eleitoral de 2026.

