O Partido Missão, braço partidário do Movimento Brasil Livre (MBL), definiu uma estratégia específica para tentar romper a barreira da polarização no Nordeste. Com Renan Santos como pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026, a legenda aposta em cidades pequenas do interior da região para ganhar visibilidade onde o movimento ainda é menos conhecido.
A leitura estratégica do MBL é de que, em grandes capitais, o impacto da campanha seria diluído pela presença massiva de nomes consolidados como Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Por outro lado, em municípios menores, a chegada de uma carreata presidencial e de lideranças nacionais tende a gerar um “fato novo” e atrair a curiosidade da população. Recentemente, Renan esteve em municípios como Caetés (PE), onde realizou atos simbólicos para confrontar o legado petista e atrair o eleitorado jovem e decepcionado com a política tradicional.
Além das visitas físicas, o Missão planeja casar as agendas com temas regionais de forte apelo digital. A ideia é que cada visita gere conteúdos focados em problemas locais — como a segurança pública e o combate ao “coronelismo” — para serem impulsionados nas redes sociais durante a semana da passagem do presidenciável. De acordo com o partido, o foco principal é o “nordestino economicamente ativo” e a Geração Z, segmentos onde as pesquisas internas do grupo indicam um potencial de crescimento superior ao de outras regiões.
O partido, oficializado pelo TSE em novembro de 2025, busca se apresentar como uma alternativa de direita que não se vincula ao bolsonarismo nem ao PT. Com o discurso de “emancipação econômica” e “lei e ordem”, o Missão espera que as carreatas pelo interior nordestino sirvam como sementes para lançar palanques fortes e candidatos a governadores e deputados em todo o Nordeste no pleito de 2026.

