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    AL tem maior incidência de meningite do Nordeste e segunda maior do país

    2026-02-20T08:58:33-03:000000003328202602

    Alagoas lidera o ranking de incidência da doença meningocócica no Nordeste e ocupa a segunda posição no país, segundo dados recentes do Ministério da Saúde. O cenário, considerado preocupante por especialistas, está diretamente relacionado à queda progressiva da cobertura vacinal nos últimos anos, comprometendo a proteção coletiva da população.

    O alerta epidemiológico mais recente foi emitido após a confirmação de casos de meningite C em bairros de Maceió, como Benedito Bentes, Jacarecica e Serraria, reacendendo a atenção para uma doença grave, de evolução rápida e potencialmente fatal em poucas horas.

    A meningite é uma inflamação das meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou pelo bacilo da tuberculose. No momento, as meningites bacterianas são as que mais preocupam as autoridades de saúde por serem transmissíveis e preveníveis por vacinação.

    De acordo com a médica infectologista Mardjane Lemos, crianças e adolescentes tendem a ser mais vulneráveis devido à maior permeabilidade do sistema nervoso central. Ela alerta que, em casos graves, a doença pode evoluir para óbito entre 24 e 48 horas após o início dos sintomas, o que torna o diagnóstico precoce essencial.

    Diante do aumento de casos, Maceió adotou estratégia de bloqueio vacinal em bairros com registros confirmados, utilizando microplanejamento para imunizar pessoas em um raio de até 1 km dos casos identificados, com o objetivo de interromper a cadeia de transmissão.

    Dados mostram que a cobertura da primeira dose da vacina meningocócica C ficou abaixo do ideal nos últimos anos, com índices de 84,85% em 2025 e 85,82% em 2024, quando o recomendado para proteção coletiva é superior a 95%.

    Indicadores também revelam que Alagoas apresenta o maior coeficiente da doença meningocócica do Nordeste e o segundo maior do país. No ranking nacional, o Pará aparece na primeira posição, mas especialistas destacam que o estado enfrenta desafios logísticos e territoriais que impactam a vacinação, o que não ocorre na mesma intensidade em Alagoas.

    A letalidade também preocupa. Enquanto o Brasil registrou pico recente de 25,6% em 2023, Alagoas apresentou índice de 60% no mesmo período, mais que o dobro da média nacional, evidenciando maior gravidade dos casos no estado.

    Fonte: Jornal Extra

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