O Ministério Público de Santa Catarina pediu à Justiça, na segunda-feira (9), a exumação do corpo do cão Orelha, que morreu na Praia Brava, em Florianópolis, para a realização de perícia direta. A informação havia sido antecipada pelo Fantástico no domingo (8), que apontou a possibilidade da medida como um dos próximos passos da investigação.
Além da exumação, as promotorias responsáveis pelo caso solicitaram novas diligências com o objetivo de aprofundar a apuração. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que não irá se manifestar publicamente, já que o processo tramita em segredo de justiça por envolver menores de idade.
Segundo o MP, a decisão foi tomada após a análise do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados. No âmbito de quatro desses boletins, a 10ª Promotoria de Justiça requereu a inclusão de vídeos relacionados a atos infracionais e registros que envolvem os cães.
Após examinarem os documentos, a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua na área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, concluíram pela necessidade de complementar as investigações. O objetivo é esclarecer pontos específicos, inclusive para verificar se houve coação no curso do processo relacionado à morte de Orelha.
Diante disso, novos depoimentos foram solicitados para ampliar a coleta de informações. A 2ª Promotoria também se posicionou favoravelmente para que o processo volte a tramitar sob sigilo, em razão do envolvimento indireto de adolescentes em outro procedimento.
Por enquanto, não será permitida a habilitação de interessados como assistentes de acusação. O prazo estabelecido para o cumprimento das diligências é de 20 dias, contados a partir do recebimento dos autos.

