O vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), confirmou que trabalha com a possibilidade de disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao CM Cast, conduzida pelos jornalistas Carlos Melo e Ricardo Mota.
Segundo Lessa, qualquer definição sobre seu futuro eleitoral depende diretamente da decisão do governador Paulo Dantas (MDB) de permanecer ou não no cargo até o fim do mandato. “Eu fui eleito para ser vice. Não posso tomar nenhuma decisão sem saber o que Paulo vai fazer”, afirmou.
Caso o governador deixe o cargo para disputar outro posto eletivo, Lessa assumiria o governo por cerca de nove meses. Nessa hipótese, explicou, só poderia concorrer à reeleição. “Ou é reeleição, ou não é candidato”, disse.
Durante a entrevista, o vice-governador ressaltou que atua no governo representando um campo progressista e avaliou que esse espaço não está presente na atual disputa ao Senado em Alagoas. “Hoje, temos três nomes fortes e nenhum deles é da esquerda”, afirmou.
Ao analisar possíveis adversários, Lessa classificou o senador Renan Calheiros (MDB) como representante do centro-direita; o deputado federal Arthur Lira (PP), como direita fisiológica; e o ex-procurador-geral de Justiça Alfredo Gaspar (PL), como direita ideológica. Para ele, a ausência de uma candidatura ligada à esquerda ou à centro-esquerda é um dos fatores que o motivam a considerar a disputa.
Lessa também descartou concorrer a cargos proporcionais, como deputado estadual ou federal, alegando falta de estrutura partidária e recursos financeiros. “Eu não tenho isso. Nunca tive”, afirmou, acrescentando que não se sentiria confortável em buscar um mandato apenas por viabilidade eleitoral.
O vice-governador ainda comentou as dificuldades do PDT em Alagoas, especialmente pela ausência de federação partidária, o que, segundo ele, pesa contra uma eventual candidatura à Câmara Federal. Apesar disso, destacou que o partido mantém diálogo com movimentos sociais e setores historicamente excluídos.
Ao tratar do cenário político estadual, Lessa disse não se sentir representado nem pelo prefeito de Maceió, JHC, nem pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, embora reconheça a capacidade administrativa de ambos. “Respeito, dialogo, mas não é o meu campo”, concluiu.

