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    Home»BRASIL»PL pressiona por candidatura própria ao governo de Alagoas para 2026
    BRASIL

    PL pressiona por candidatura própria ao governo de Alagoas para 2026

    2026-02-05T09:08:09-03:000000000928202602

    O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, iniciou uma ofensiva para que o Partido Liberal lance candidatos próprios aos governos estaduais em 2026, estratégia que inclui Alagoas. A diretriz busca garantir palanques exclusivos para a candidatura presidencial bolsonarista, sem alianças com nomes de centro-direita.

    Segundo o jornalista Voney Malta, o foco no estado se explica pelo desempenho eleitoral de 2022, quando Maceió foi a única capital do Nordeste em que Jair Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante desse cenário, a direção nacional do PL quer saber se o prefeito de Maceió e presidente estadual da sigla, JHC, pretende disputar o governo de Alagoas e de que forma pretende estruturar o palanque eleitoral.

    Na avaliação de Flávio Bolsonaro, os candidatos nos estados precisam ser “puro-sangue” do PL, garantindo associação direta com o número 22, fortalecendo os votos de legenda e ampliando as chances de eleger senadores — uma das principais metas da família Bolsonaro em 2026.

    Em outros estados, a orientação já provoca desgaste e revisão de alianças. No Espírito Santo, o PL rejeita um nome ligado ao Republicanos e defende a candidatura do senador Magno Malta. Em Minas Gerais, o senador pressiona para que o deputado Nikolas Ferreira seja o candidato, em vez do vice-governador Mateus Simões, hoje filiado ao PSD. No Rio de Janeiro, o nome indicado pelo governador Cláudio Castro também não é aceito, por ser considerado técnico e pouco alinhado ao perfil ideológico defendido pelo grupo bolsonarista.

    A estratégia prevê ainda a migração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos para o PL — movimento que enfrenta resistência de aliados por poder afastar o apoio de partidos do centrão.

    Em Alagoas, o recado é direto: o palanque do PL não deverá comportar candidatos locais que apoiem outros presidenciáveis. Caso a orientação não seja seguida, integrantes da cúpula partidária admitem, nos bastidores, que não está descartada uma intervenção no diretório estadual, a depender do desenho final da estratégia eleitoral.

    Fonte: Jornal Extra

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