O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (3/2) para justificar seu voto contrário à Medida Provisória que cria o programa Gás do Povo. A proposta, de iniciativa do governo Lula, visa substituir o modelo anterior de auxílio-gás, mas enfrentou resistência de uma ala da oposição na Câmara dos Deputados, sendo Nikolas um dos 29 parlamentares que votaram contra o texto.
Em sua argumentação, o parlamentar mineiro criticou a mudança na logística do benefício. Segundo Nikolas, no programa anterior (“Gás dos Brasileiros”), o valor era depositado diretamente na conta das famílias, garantindo autonomia de compra. Com o novo formato, ele alega que os beneficiários serão obrigados a retirar o botijão em revendas credenciadas pelo governo, o que, em sua visão, retira a liberdade de escolha e pode encarecer o produto final. “O Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas, sem autonomia e sem liberdade”, afirmou o deputado.
Apesar da oposição de Nikolas e de parte do PL, a Medida Provisória foi aprovada com ampla margem de votos: 415 favoráveis contra apenas 29 contrários na Câmara. No Senado, a aprovação ocorreu nesta terça-feira, enviando o texto para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por se tratar de uma MP, as novas regras já estavam em vigor, mas agora ganham caráter de lei definitiva.
O governo defende o “Gás do Povo” como uma ferramenta para garantir que o auxílio seja efetivamente utilizado na compra do combustível doméstico, combatendo a insegurança alimentar. Já os críticos, como Ferreira, apontam que o modelo cria uma dependência estatal e pode ser utilizado como plataforma eleitoral ao vincular a entrega física do produto à imagem do governo federal.

