A Justiça de Alagoas condenou, nesta quinta-feira (29), uma influenciadora digital pelo crime de injúria homofóbica. A sentença, proferida pelo juiz Caio Barros, da 14ª Vara Criminal da Capital, fixou uma pena de dois anos, sete meses e oito dias de prisão, além do pagamento de R$ 10 mil em indenização por danos morais à vítima.
Devido ao segredo de justiça, a identidade da condenada não foi revelada, mas os autos detalham que ela utilizou seu expressivo alcance nas redes sociais para expor e atacar a vítima. O magistrado ressaltou que a gravidade do caso foi amplificada pelo fato de as agressões terem forçado a vítima a revelar sua orientação sexual à família de forma involuntária, violando sua dignidade, autonomia e privacidade.
Na decisão, o juiz destacou o “elevado grau de reprovabilidade da conduta”, apontando que a ré utilizou expressões vulgares e degradantes com o nítido intuito de causar humilhação intensa e abalo psicológico. Para a Justiça, a exposição forçada de aspectos íntimos da identidade LGBTQIAPN+ retira do indivíduo o direito fundamental de decidir sobre sua própria vida.
A condenação reforça o rigor do Judiciário alagoano contra crimes de ódio e intolerância praticados no ambiente digital, especialmente por figuras públicas que possuem influência sobre grandes audiências. A 14ª Vara Criminal, onde o caso foi julgado, é especializada na proteção de grupos vulneráveis, incluindo idosos, pessoas com deficiência e a comunidade LGBTQIAPN+.

