A Justiça determinou que a médica Nádia Cavalcanti, acusada de matar o ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima Cavalcanti, responderá ao processo em liberdade. A decisão foi mantida após audiência realizada nessa quarta-feira (28), confirmando a situação jurídica da investigada, que já estava solta desde dezembro de 2025 por força de habeas corpus.
Assinada pelo desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, a decisão impõe o cumprimento de medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento mensal à Justiça, a proibição de deixar a cidade de Arapiraca sem autorização judicial, a vedação de conceder entrevistas ou se manifestar publicamente sobre o caso, inclusive em redes sociais, além da obrigação de comunicar qualquer mudança de endereço.
O homicídio aconteceu no dia 16 de novembro do ano passado, em frente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Povoado Capim, zona rural de Arapiraca. Na ocasião, Alan conversava com uma cunhada quando foi surpreendido pela ex-esposa.
De acordo com a defesa, Nádia teria entendido que o ex-marido descumpria uma medida protetiva de distanciamento e, diante disso, efetuou o disparo. Toda a ação foi registrada por câmeras de videomonitoramento instaladas no local.
Após o crime, a médica foi presa ainda no mesmo dia, quando se deslocava em direção a Maceió, e a arma utilizada foi apreendida pela polícia. As investigações apontam ainda que o ex-casal vivia disputas judiciais pela guarda da filha, de 4 anos, e que Nádia havia denunciado o ex-marido por um suposto abuso sexual contra a criança. O caso segue em tramitação na Justiça.

