Alagoas contabilizou, ao longo de 2025, um total de 201 casos de crianças e adolescentes desaparecidos, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça. Do total de registros, 48 envolvem crianças e 153 adolescentes.
A maior parte dos casos foi solucionada. Segundo os dados oficiais, 44 crianças e 138 adolescentes já foram localizados, reduzindo significativamente o número de ocorrências em aberto no estado.
De acordo com o delegado Ronilson Medeiros, coordenador de Desaparecimento de Pessoas da Polícia Civil de Alagoas, entre as crianças desaparecidas, 32 eram meninos e 16 meninas. Já entre os adolescentes, o cenário se inverte: 90 eram meninas e 63 meninos, o que reforça o alerta para a maior vulnerabilidade do público feminino nessa faixa etária.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), Arthur Lira, avalia que os números evidenciam a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Ele reconhece avanços, como a criação de um núcleo específico para apuração de desaparecimentos e a atuação do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), mas ressalta a importância de ampliar ações preventivas e a integração da rede de proteção.
Em 2025, o PLID passou a integrar o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), sistema que reúne fotos e informações de pessoas desaparecidas em todo o país. Segundo Ronilson Medeiros, o contato contínuo com as famílias e a divulgação de imagens seguem como estratégias centrais para aumentar as chances de localização, em parceria com o cadastro nacional.

