O delegado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), Vitor Becker, publicou nessa quarta-feira (28) um vídeo nas redes sociais comentando o caso do cachorro Orelha, torturado e morto por quatro adolescentes em Florianópolis, Santa Catarina. Na publicação, ele faz duras críticas ao sistema socioeducativo brasileiro e à aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em crimes de extrema gravidade.
Segundo Becker, as medidas socioeducativas previstas hoje “não intimidam, não freiam e não educam” adolescentes que já ultrapassaram limites graves, destacando que o prazo máximo de internação é de três anos e só ocorre em hipóteses restritas.
Para o delegado, o modelo atual representa uma “sinalização de impunidade prática”, não repara a vítima, não protege a sociedade e raramente contém o agressor. Ele defendeu ainda a revisão dos critérios e o aumento do rigor como uma “responsabilidade institucional”, e não um retrocesso.

