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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Crise da cana se aprofunda em Alagoas e prejuízo aos produtores pode ultrapassar 50%
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    Crise da cana se aprofunda em Alagoas e prejuízo aos produtores pode ultrapassar 50%

    A crise enfrentada pelo setor sucroenergético em Alagoas deve se intensificar na safra 2025/2026. Levantamentos do setor apontam que os fornecedores de cana-de-açúcar acumulam uma queda média de 15,2% na produção agrícola, enquanto as perdas financeiras já ultrapassam 28%, resultado direto da quebra de safra, da redução do ATR e da queda nos preços do açúcar e do etanol.

    A comparação entre dados de 15 de janeiro de 2026 e o mesmo período de 2025 revela uma retração significativa: a produção dos fornecedores passou de 7,36 milhões de toneladas para 6,31 milhões de toneladas. No mesmo intervalo, o preço médio da tonelada padrão caiu de R$ 163,53 para R$ 137,07.

    A combinação entre menor volume produzido e desvalorização do preço provocou uma redução estimada de R$ 338 milhões no faturamento dos produtores. Enquanto a receita bruta da safra 2024/2025 foi estimada em R$ 1,203 bilhão, a previsão para 2025/2026 é de apenas R$ 865 milhões. O cenário afeta diretamente a renda no campo e levanta preocupações sobre a capacidade dos produtores de atravessar o atual ciclo produtivo.

    Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Estado de Alagoas (Asplana), Edgar Antunes, o setor vive um dos momentos mais críticos de sua história no estado. Segundo ele, a queda abrupta nos preços logo no início da safra, somada à baixa produtividade e ao recuo do ATR, fez com que, em muitos casos, o prejuízo financeiro superasse 50% de uma safra para outra.

    Antunes classifica o cenário como uma “tempestade perfeita”, marcada por fatores negativos simultâneos: desempenho ruim do ATR no campo, redução da produtividade, quebra de safra e forte desvalorização dos preços pagos ao fornecedor. O impacto também se estendeu às usinas, pressionadas pela queda do açúcar no mercado internacional e pelas dificuldades no segmento do etanol.

    O presidente da Asplana alerta ainda para os reflexos imediatos da crise no fluxo financeiro do setor. Segundo ele, diversas unidades industriais, especialmente no Norte do estado, enfrentam dificuldades para honrar pagamentos e passaram a parcelar os valores devidos aos fornecedores. A situação tem colocado produtores diante de escolhas difíceis entre manter o cultivo da cana ou garantir a subsistência familiar.

    Apesar do cenário adverso, há expectativa de melhora no médio prazo com uma possível reação do mercado de etanol, impulsionada pelos baixos níveis de estoque. No entanto, Edgar Antunes ressalta que o maior desafio é resistir até a próxima safra. A falta de recursos para aquisição de insumos, como adubos e investimentos em tratos culturais, pode comprometer ainda mais a produtividade futura.

    Segundo estimativas da Asplana, a redução da produção já chega a 30% em áreas do Sul de Alagoas e varia entre 10% e 20% no Norte do estado, afetando diretamente a economia local, o emprego e a geração de renda.

    Clima e preços agravaram o cenário, avalia Coopervales

    Para o diretor da Cooperativa de Crédito Rural dos Plantadores de Cana de Alagoas (Coplan) e cooperado da Coopervales, Henrique Acioly, a crise começou a se desenhar ainda no ciclo climático anterior. Ele destaca a forte estiagem entre agosto e fevereiro e o atraso das chuvas em meses decisivos para o desenvolvimento do canavial, como março e abril.

    O resultado foi uma quebra expressiva na produção em várias regiões. Municípios como Atalaia, Murici e Capela registraram reduções entre 15% e 25%, chegando a 30% em alguns casos. Além disso, houve queda de 20% a 25% no valor pago pela tonelada de cana, impactando fortemente o faturamento dos fornecedores e das usinas cooperativas.

    No caso da Coopervales, Acioly afirma que a redução no faturamento bruto chegou a variar entre 30% e 40% em determinadas situações, o que compromete a sustentabilidade de uma atividade que depende de escala e investimentos contínuos.

    O dirigente também relaciona a crise local ao cenário internacional do açúcar, marcado por um superávit global estimado em cerca de seis milhões de toneladas, impulsionado pela superprodução na Ásia e pela maior destinação da cana para o açúcar no Centro-Sul do Brasil. O aumento da oferta global derrubou os preços internacionais e afetou diretamente o valor do ATR pago aos produtores.

    Diante desse contexto, o setor tenta atravessar um momento considerado extremamente delicado, com a expectativa de que uma recuperação futura dos preços possa amenizar parte das perdas acumuladas.

    Fonte: Blog do Edivaldo Júnior

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