O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) identificou uma série de irregularidades em escolas públicas do DF, relacionadas ao abastecimento de água, à infraestrutura sanitária e à segurança das unidades.
Segundo a inspeção da corte, quase metade das unidades visitadas (47%) não tinha água potável disponível. Em uma delas, foi constatado que a água era insatisfatória para consumo e, em outra (Escola Classe 50 de Ceilândia), a caixa d’água não era limpa há mais de seis meses, por causa de problemas estruturais.
Ainda de acordo com o TCDF, a Escola Classe 59 de Ceilândia foi classificada como a unidade em situação mais precária. Foram encontrados banheiros sem forro e sem energia elétrica, mictórios inutilizáveis, salas com infiltrações e estruturas em estado avançado de deterioração.
A Escola Classe Cooperbras do núcleo rural de Tabatinga, em Planaltina, recebeu o laudo que atesta a impropriedade da água para consumo. Na Escola Classe Kanegae, na Chácara 9 do Riacho Fundo I, não foi encontrado nenhum tipo de tratamento de esgoto.
Além da falta de água potável, a fiscalização do TCDF também identificou falhas no funcionamento de bebedouros, inexistência ou mau funcionamento de descargas, ausência de manutenção em caixas d’água e deficiência na coleta de esgoto.
As inspeções do TCDF, que ocorreram em dezembro de 2025 no âmbito do projeto “Sede de Aprender”, tem como um dos principais objetivos mapear essas irregularidades para que sejam determinadas correções imediatas e sugeridas melhorias estruturais.
Em janeiro deste ano, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) reuniram-se para discutir os temas e buscar soluções para as questões elencadas.
Entre as próximas ações previstas para a melhoria da situação estão a criação de um Grupo de Trabalho dedicado ao tema, além da possibilidade de divulgações conjuntas e permanentes de informações relacionadas à oferta de água potável nas escolas.
