Alagoas registrou um avanço significativo no perfil de renda da população entre 2022 e 2024. No período, a participação das classes A, B e C passou de 48,2% para 60,11%, um crescimento de 11,91 pontos percentuais, segundo levantamento divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
As classes A, B e C reúnem famílias com rendimentos superiores a quatro salários mínimos. O aumento indica que mais alagoanos migraram para faixas de maior renda nos últimos anos, acompanhando uma tendência observada também em nível nacional.
De acordo com o estudo, em todo o país cerca de 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes de renda mais elevada no mesmo intervalo, o que representa uma elevação de 8,44 pontos percentuais.
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados refletem o impacto de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais. Segundo ele, programas como o Bolsa Família têm funcionado como instrumentos de transição econômica.
“Estamos vendo pessoas que antes estavam no Cadastro Único e no Bolsa Família ingressarem na classe média. Isso mostra que as políticas sociais não se limitam à transferência de renda, mas criam caminhos para o acesso à educação, ao trabalho e ao empreendedorismo”, avaliou o ministro.
A pesquisa aponta que o crescimento das classes A, B e C em Alagoas foi impulsionado principalmente pela ampliação da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de iniciativas de acesso ao crédito e à educação.
As faixas de renda são classificadas da seguinte forma: a classe A engloba famílias com renda superior a 20 salários mínimos; a classe B reúne rendimentos entre 10 e 20 salários mínimos; e a classe C corresponde a famílias com renda entre 4 e 10 salários mínimos.

