A mulher de 37 anos envolvida no acidente que resultou na morte do bebê José Arthur Costa dos Santos, de apenas um ano, foi liberada da prisão após passar por audiência de custódia e realizar o pagamento de fiança. O caso ocorreu na noite do último sábado, dia 17, no Povoado Água Pés, localizado no município de Batalha. Por se tratar de um homicídio culposo, quando não há a intenção de matar segundo o Código Penal Brasileiro, a suspeita obteve o direito de responder ao processo em liberdade.
O trágico episódio aconteceu quando a condutora perdeu o controle do veículo, que invadiu uma residência e derrubou um muro. No momento da colisão, a criança brincava no local e foi atingida pelo automóvel, que ainda chegou a colidir contra o muro de uma fábrica de laticínios vizinha à casa. O menino foi socorrido e encaminhado ao hospital de Batalha, mas não resistiu aos graves ferimentos e faleceu na unidade de saúde.
As duas ocupantes do carro foram detidas em flagrante pela 6ª Companhia Independente da Polícia Militar e levadas ao Centro Integrado de Segurança Pública de Batalha para os procedimentos legais. A tragédia gerou forte comoção na comunidade local, com familiares e vizinhos se reunindo em frente ao hospital em sinal de luto. O corpo da vítima foi recolhido do necrotério e encaminhado ao Instituto Médico Legal de Arapiraca para os exames de necropsia.
A condutora do automóvel permaneceu no local após o incidente e foi conduzida pela Polícia Militar até a Central de Polícia Civil para a realização dos procedimentos cabíveis. Na unidade policial, foi lavrado o auto de prisão em flagrante, mas a autoridade policial arbitrou uma fiança conforme previsto na legislação vigente para casos de homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Com o recolhimento do valor estabelecido, a mulher obteve o direito de responder ao processo em liberdade. O caso agora segue sob investigação da Delegacia de Acidentes de Arapiraca, que deverá ouvir testemunhas e analisar perícias técnicas para esclarecer a dinâmica do atropelamento e determinar as responsabilidades criminais envolvidas na tragédia que comoveu a região do Agreste alagoano.

