Levantamento do Instituto do Meio Ambiente (IMA) aponta que grande parte das praias de Alagoas está própria para o banho, com destaque para o litoral Sul. Ainda assim, o relatório mais recente indica a permanência de dez trechos classificados como inadequados, sobretudo em áreas influenciadas por rios e canais.
No litoral Sul, dos 18 pontos monitorados, apenas um apresentou condição imprópria: a foz do Rio Niquim, localizada na Barra de São Miguel. Já no litoral Norte, a situação é um pouco diferente. Entre os 21 locais avaliados, dois foram considerados inadequados para banho, ambos no município de Maragogi, nas proximidades das desembocaduras dos rios Maragogi e Persinunga.
A capital alagoana concentra o maior número de restrições. Em Maceió, sete dos 20 trechos analisados não atendem aos padrões de balneabilidade. Estão nessa condição áreas do Pontal da Barra, da Praia da Avenida, da Ponta Verde, de Cruz das Almas e de Jacarecica, em pontos específicos ao longo da orla.
De acordo com os critérios adotados pelo IMA, um local é classificado como impróprio quando a concentração da bactéria Escherichia coli supera 800 NMP por 100 mililitros de água em pelo menos 80% das amostras coletadas ao longo de cinco semanas consecutivas.
O instituto também faz um alerta aos banhistas. Em períodos de chuva intensa, o risco de contaminação aumenta devido ao carreamento de matéria fecal para o mar, o que pode favorecer o surgimento de doenças infecciosas. Por esse motivo, a orientação é evitar o banho em áreas próximas a rios, canais e córregos nas 24 horas seguintes às precipitações.
Outras recomendações incluem não ingerir a água do mar e redobrar os cuidados com crianças, consideradas mais suscetíveis a infecções associadas à água contaminada.

