A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão temporária de Nathalia da Rosa Pires, de 41 anos, acusada de tentar envenenar o próprio enteado de apenas 9 anos em um condomínio de luxo no bairro dos Jardins. Segundo as investigações, a madrasta teria utilizado uma seringa para injetar substâncias anticoncepcionais na comida da criança, que chegou a ser internada com risco de morte.
O crime ocorreu em outubro de 2025, mas o caso só foi levado às autoridades na última quinta-feira (15/01/2026), quando a mãe biológica da vítima reuniu provas contundentes e registrou o boletim de ocorrência no 78º Distrito Policial. Entre as evidências apresentadas estão um vídeo que flagra a madrasta manipulando o prato do menino, prints de conversas onde o pai admite que a companheira “colocou algo na comida” e laudos médicos que confirmam a gravidade do quadro clínico da criança.
Medicamentos como Desogestrel e Etinilestradiol foram identificados como parte da mistura tóxica. O delegado Denis Fernando Balsamo decidiu enquadrar o caso como tentativa de homicídio, destacando a “frieza e crueldade” da suspeita. O pai do menino também está sob investigação para apurar se houve omissão ou conivência, já que ele tinha conhecimento de que a esposa estava adulterando a alimentação do filho.
A defesa da mãe biológica inicialmente buscava o registro de maus-tratos, mas a autoridade policial elevou a tipificação devido ao risco iminente de óbito comprovado pelos exames. O pedido de prisão temporária aguarda decisão judicial, enquanto o caso choca a opinião pública pela perversidade do método utilizado contra uma criança indefesa.

