O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (16) que está considerando aplicar tarifas comerciais contra nações que não apoiarem a proposta de anexação da Groenlândia pelos EUA. A afirmação foi realizada durante um evento na Casa Branca focado em políticas de saúde.
Na última semana, Trump intensificou sua pressão sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para assegurar respaldo à incorporação do território groenlandês. “Posso impor tarifas aos países que não concordarem com a Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional”, afirmou o mandatário norte-americano.
Sobre a disputa pela Groenlândia
A Groenlândia é uma região autônoma, mas integra o Reino da Dinamarca, cabendo a este país as decisões sobre sua política externa e defesa. A localização no Ártico confere ao território um valor estratégico significativo para os Estados Unidos, que já mantêm bases militares na área. Trump alega que o controle da região é “essencial para a defesa dos Estados Unidos”.
Como parte do reino dinamarquês, a Groenlândia também é membro da OTAN, aliança militar da qual os EUA fazem parte.
O pronunciamento ocorre em meio a um crescente esforço diplomático e militar relacionado à questão. Representantes da ilha e da Dinamarca estiveram reunidos na Casa Branca nesta semana.
Na quarta-feira (14), os governos da Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram o envio de contingentes militares à Groenlândia, atendendo a um pedido de apoio formulado pela Dinamarca.
O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, reafirmou que o território “não está à venda” e “não será governado pelos Estados Unidos”, acrescentando que optou pela continuidade do vínculo com a Dinamarca em detrimento de uma associação com o país norte-americano.
As ameaças de tarifas feitas por Trump têm gerado movimentação interna na OTAN. Autoridades do Reino Unido reuniram-se com aliados, como Alemanha e França, para debater uma eventual missão de segurança na ilha.

