O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda incentivar mudanças partidárias das ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) com o objetivo de ampliar o palanque eleitoral do governo em São Paulo.
No caso de Marina, Lula defende que a ministra retorne ao PT — legenda à qual foi filiada por 23 anos — e dispute uma vaga no Senado pelo estado paulista. Atualmente, ela integra a Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar.
Já em relação a Simone Tebet, o presidente avalia ser favorável à troca do MDB pelo PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Ainda não há definição sobre qual cargo a ministra disputaria: o governo do estado ou o Senado Federal.
A decisão deverá ser tomada após uma conversa entre Lula e Tebet, prevista para as próximas semanas. Neste momento, a preferência do presidente para o Palácio dos Bandeirantes segue sendo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Diante da resistência de Haddad em concorrer, Lula passou a considerar o nome de Tebet como alternativa.
O MDB, no entanto, já sinalizou apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e defende que Tebet dispute um cargo em Mato Grosso do Sul, seu reduto eleitoral. Pessoas próximas à ministra também avaliam com bons olhos uma candidatura ao Senado pelo estado do Centro-Oeste.
Apesar disso, o desempenho de Tebet em São Paulo nas eleições presidenciais de 2022 animou o presidente. No maior colégio eleitoral do país, ela obteve 6% dos votos válidos, com resultado ainda mais expressivo na Região Metropolitana, especialmente entre o eleitorado feminino.
Um dos principais entusiastas da eventual filiação de Tebet ao PSB é Geraldo Alckmin. Além de fortalecer o partido, o movimento reduziria a pressão para que o vice-presidente dispute cargos em São Paulo, abrindo caminho para que ele permaneça como candidato à reeleição ao lado de Lula.

