Uma nova pesquisa do instituto Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15), revela que a maioria dos brasileiros teme que os Estados Unidos adotem no Brasil medidas semelhantes às ações recentes realizadas na Venezuela.
De acordo com o levantamento, 58% dos entrevistados afirmaram ter medo de uma possível intervenção norte-americana no país. Outros 40% disseram não ter esse receio, enquanto 2% não souberam ou não responderam.
O estudo foi realizado após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças norte-americanas, no último dia 3 de janeiro. O casal foi levado a Nova York, onde responde a processos judiciais. As autoridades dos EUA acusam Maduro de liderar, por mais de duas décadas, uma organização criminosa ligada ao narcotráfico internacional, com crimes que incluem narcoterrorismo, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O presidente venezuelano nega todas as acusações.
Postura do Brasil diante da crise
Quando questionados sobre como o governo brasileiro deveria reagir às ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Venezuela, 66% dos entrevistados defenderam que o Brasil mantenha uma posição neutra. Outros 18% afirmaram que o país deveria apoiar as medidas adotadas pelos EUA, enquanto 10% disseram que o governo brasileiro deveria se posicionar contra. Já 6% não souberam ou preferiram não responder.
Avaliação da reação de Lula
A pesquisa também avaliou a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que criticou duramente as ações envolvendo a prisão de Nicolás Maduro. Para 51% dos entrevistados, a postura de Lula foi considerada errada. Já 37% avaliaram a reação como correta, enquanto 12% não souberam ou não responderam.
Impacto eleitoral
O levantamento ainda investigou se a posição de Lula sobre o caso pode influenciar o voto dos brasileiros nas próximas eleições. A maioria, 71%, afirmou que o episódio não afetará sua decisão eleitoral. Por outro lado, 17% disseram que a postura do presidente os faz preferir candidatos da oposição, enquanto 7% afirmaram que o posicionamento reforça o apoio ao petista. Outros 5% não souberam ou não responderam.

