O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar R$ 11 bilhões que haviam sido reservados pelo Congresso para o pagamento de emendas parlamentares no Orçamento de 2026. O prazo máximo para a sanção do orçamento é nesta quarta-feira.
Com o veto, o total de recursos da União destinados a emendas parlamentares ficará em cerca de R$ 50 bilhões, incluindo as chamadas “emendas paralelas”, que são contabilizadas como verbas dos ministérios, mas direcionadas por deputados e senadores a seus redutos eleitorais.
A medida acontece em um momento em que o presidente busca recompor a relação com o Congresso. Desde dezembro, Lula tem se aproximado de líderes como Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (Unão-PB) em uma estratégia voltada para o ano eleitoral.
O corte nos recursos das emendas parlamentares representa, portanto, uma decisão política delicada, já que mexe diretamente com os interesses dos congressistas que usam esses valores para atender demandas locais.
Analistas observam que a movimentação sinaliza o esforço do governo em equilibrar o diálogo com o Legislativo enquanto mantém controle sobre os gastos públicos e a alocação de recursos federais.

