O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, subiu o tom contra o regime teocrático do Irã nesta terça-feira (13). Em uma declaração contundente, o líder ucraniano afirmou que o governo do aiatolá Ali Khamenei “não merece existir” após décadas de repressão e violência contra sua própria população. A fala ocorre no momento em que o Irã enfrenta uma onda de protestos sem precedentes, que já dura mais de duas semanas.
“Apoiamos a posição sobre o Irã: um regime que durou tantos anos e matou tantas pessoas não merece existir. Mudanças são necessárias”, declarou Zelensky, alinhando-se à pressão internacional que busca o isolamento de Teerã. O presidente ucraniano aproveitou o momento para traçar um paralelo com a invasão russa em seu território, defendendo que o fim do derramamento de sangue na Europa também exige mudanças estruturais na postura de regimes autoritários que prolongam conflitos.
A crise no Irã, que inicialmente foi motivada pela inflação galopante e a desvalorização do rial, escalou para uma contestação direta ao sistema político vigente desde 1979. Organizações de direitos humanos alertam que a repressão estatal já resultou em centenas de mortes, enquanto o acesso à internet e a comunicação na região permanecem severamente restritos pelo governo dos aiatolás.
A posição de Zelensky também reflete o desgaste diplomático entre Kiev e Teerã, intensificado pelo fornecimento de drones e armamentos iranianos utilizados pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. Com essa declaração, o líder ucraniano reforça a coalizão global que pressiona por uma transição política no Irã, em meio a um cenário de instabilidade que ameaça redesenhar o equilíbrio de poder no Oriente Médio.

