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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Após ameaça de Trump, Brasil defende soberania iraniana e diálogo
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    Após ameaça de Trump, Brasil defende soberania iraniana e diálogo

    2026-01-13T17:28:20-03:000000002031202601

    O governo brasileiro declarou, nesta terça-feira (13), que monitora com apreensão a intensificação dos protestos que ocorrem no Irã desde o final do ano passado, diante de informações sobre repressão violenta e mortes em diversas regiões do país. O posicionamento foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores em nota oficial.

    No comunicado, o Brasil lamenta os óbitos registrados durante os atos e expressa solidariedade às famílias dos mortos. Simultaneamente, o Itamaraty reafirma o princípio da soberania nacional, ressaltando que cabe “apenas aos iranianos decidir sobre o futuro de seu país”.

    A manifestação ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que incitou os manifestantes iranianos e afirmou que “a ajuda está a caminho”.

    “O Brasil insta todos os atores a se engajarem em um diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, afirma o texto.

    Declarações de Trump

    Mais cedo, Trump enviou uma mensagem direta aos manifestantes, incentivando-os a permanecer nas ruas. “Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho”, escreveu em rede social.

    Nos últimos dias, o republicano tem ameaçado intervir no país caso a repressão aos protestos se mantenha de forma violenta. Na mesma publicação, ele adaptou o slogan “Make America Great Again” (MAGA) para o contexto iraniano, usando a expressão “MIGA”.

    Enquanto isso, a situação no Irã segue se deteriorando. De acordo com a imprensa internacional, aproximadamente 2 mil pessoas já morreram desde o início dos protestos.

    Acompanhamento da comunidade brasileira

    Segundo o governo brasileiro, a Embaixada do Brasil em Teerã mantém atenção à situação e contato com os cidadãos brasileiros que residem no país. Até o momento, não há registro de mortos ou feridos entre brasileiros em decorrência dos confrontos.

    Os protestos no Irã, que começaram motivados por crise econômica, rapidamente se ampliaram para manifestações contra o regime dos aiatolás. Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortos, enquanto o governo iraniano contesta os números e atribui parte da violência a grupos que classifica como “terroristas”.

    A posição brasileira se soma a manifestações de preocupação feitas por outros países e organismos internacionais, que seguem cobrando moderação das forças de segurança iranianas e respeito aos direitos humanos.

    O cenário é agravado por cortes no acesso à internet e restrições à imprensa, o que dificulta a verificação independente dos acontecimentos no território iraniano.

    O Itamaraty não mencionou possíveis sanções ou medidas diplomáticas adicionais, reforçando, por ora, a defesa do diálogo como caminho.

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