Com a elevação das temperaturas no período de verão, os cuidados para evitar acidentes com escorpiões precisam ser intensificados, já que as condições climáticas se tornam mais favoráveis para a reprodução desses animais. A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) emitiu um alerta sobre o assunto.
Conforme registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), vinculado ao Ministério da Saúde, foram notificados 14.379 acidentes com escorpiões em Alagoas ao longo de 2025, sem nenhum óbito registrado. A capital, Maceió, lidera o número de ocorrências, com 5.174 casos, seguida por Arapiraca (1.254) e São Miguel dos Campos (552).
O coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses da Sesau, Clarício Bugarim, recomenda atenção especial para grupos mais vulneráveis. “É necessário limpar com frequência as caixas de gordura e mantê-las vedadas. Também é importante que, antes de utilizar sapatos, toalhas e roupas, seja verificado se não há um escorpião agarrado a estes objetos”, orienta.
Ele também destaca outras medidas preventivas. Manter ralos de banheiro cobertos e acondicionar o lixo adequadamente evita atrair baratas, que servem de alimento para os escorpiões. A limpeza de entulhos e materiais de construção acumulados é igualmente importante. “Deve-se evitar colocar as mãos em buracos no solo, troncos ou pedaços de madeira, além de sempre utilizar luvas, principalmente quando for preciso executar este tipo de ação”, ressalta.
O que fazer em caso de picada
A orientação em caso de acidente é limpar o local com água e sabão, aplicar uma compressa morna, evitar esforço físico e procurar atendimento médico imediato na unidade de saúde mais próxima.
“É importante ressaltar que não se deve amarrar o local da picada, nem aplicar nenhum tipo de substância ou curativos que fechem o ferimento, pois favorecem a ocorrência de infecções. Também não se deve cortar, perfurar ou queimar o local da picada, nem dar bebidas alcoólicas ao acidentado, porque elas não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro clínico do paciente”, concluiu Clarício Bugarim.

