O estado de Alagoas registrou, no ano de 2025, o maior número de emissões da Carteira de Identidade Nacional (CIN) desde a implantação do novo modelo de RG. Foram expedidos 377.628 documentos ao longo do ano, volume superior ao de 2024 e que posiciona o estado em quarto lugar no ranking nacional proporcional à população.
O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Instituto de Identificação de Alagoas. Do total de documentos emitidos, 368.476 foram primeiras vias e 9.152 foram segundas vias. As mulheres foram responsáveis pela maior parte das solicitações, com 207.027 emissões, contra 170.576 dos homens.
Desde o início da adoção do novo formato, Alagoas já emitiu 944.976 Carteiras de Identidade Nacional. Esse número representa 29,35% da população estimada do estado, que é de 3,22 milhões de habitantes. No ranking de emissão proporcional, Alagoas ficou atrás apenas do Piauí, Sergipe e Acre, além de ocupar a terceira posição na região Nordeste.
Os dados indicam que os jovens lideram a demanda pelo documento. A faixa etária entre 15 e 19 anos concentrou o maior volume de emissões, com 108.789 registros. Em seguida aparecem os cidadãos de 40 a 44 anos, com 72.766 documentos, e crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com 72.526 emissões.
O levantamento também destaca a emissão para pessoas com deficiência. Em 2025, foram expedidas 15.968 carteiras com símbolo de identificação, principalmente para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que representam 59,15% do total. Em seguida, vêm pessoas com deficiência intelectual, física, visual e auditiva.
A expansão da rede de atendimento contribuiu para o aumento das emissões. Em 2025, o estado inaugurou uma nova sede do Instituto de Identificação, abriu um posto em Estrela de Alagoas e ampliou a unidade de Coruripe. Atualmente, Alagoas conta com 55 postos de atendimento, distribuídos entre a capital, a região metropolitana e o interior.
O prazo para substituição do antigo RG pela Carteira de Identidade Nacional vai até 28 de fevereiro de 2032. A expectativa para os próximos anos é ampliar ainda mais a capacidade de atendimento e facilitar o acesso da população ao novo documento.

