O governo brasileiro fará a doação de aproximadamente 40 toneladas de insumos médicos e hospitalares à Venezuela, em resposta aos danos causados pelo ataque militar dos Estados Unidos ao país no último sábado (3). A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o ministro, um avião venezuelano recolherá a carga no aeroporto de Guarulhos (SP) na manhã de sexta-feira (9), por volta das 7h30. O material inclui soluções fisiológicas, itens para diálise e outros suprimentos considerados essenciais para o atendimento de pacientes em estado grave.
Os produtos foram reunidos pelo Ministério da Saúde a partir de contribuições de hospitais universitários federais, unidades públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e hospitais filantrópicos conveniados. Padilha informou que a operação conseguiu mobilizar cerca de 300 toneladas de produtos, mas a aeronave disponível tem capacidade para transportar apenas as 40 toneladas previstas para esta sexta.
“O papel do Ministério da Saúde foi mobilizar essas doações de hospitais universitários do SUS, de hospitais filantrópicos que precisam do SUS, sem afetar em nada o tratamento de cerca de 170 mil brasileiros que fazem diálise pelo SUS. Esse avião que chega tem capacidade para 40 toneladas. Então, vai recolher os produtos definidos como prioridades por eles”, disse o ministro.
Padilha classificou a iniciativa como uma ação de caráter humanitário. “Fazemos isso porque existe o que nós chamamos de solidariedade sanitária nas saúdes. Tem que estar sempre junto, trabalhando junto, ainda mais quando a gente fala de um país vizinho”, afirmou.
A ajuda ocorre em um contexto de agravamento da crise humanitária na Venezuela, após a intervenção norte-americana que resultou na captura do ex-líder Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que serão julgados nos Estados Unidos.
Sobre o atendimento na região de fronteira, o ministro destacou que, até o momento, não foi necessário ampliar o contingente de profissionais do Ministério da Saúde no local. Cerca de 40 profissionais atuam atualmente na área, e as autoridades monitoram as demandas diariamente.

