A decisiva manobra do governo norte-americano sob Donald Trump, nesse sábado (3/1), escancara uma nova realidade na América do Sul: pela primeira vez, os Estados Unidos atacaram militarmente um país da região. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e a Casa Branca vai assumir temporariamente o controle da Venezuela.
Na madrugada de sábado, helicópteros e tropas americanas avançaram sobre Caracas. Segundo Trump, Maduro e Flores foram transportados até o porta-aviões USS Iwo Jima, e levados para Nova York, onde enfrentarão julgamento por “narcoterrorismo”. O casal desembarcou nos EUA no começo da noite de sábado.
Durante coletiva em Mar-a-Lago, o norte-americano relacionou a intervenção à exploração do petróleo da Venezuela. “A nossa presença na Venezuela tem tudo a ver com o petróleo. Essa riqueza ajudará os venezuelanos e será reembolsada aos Estados Unidos pelos danos causados ao nosso país”, disse.
O republicano ressaltou que os EUA não gastarão com a reconstrução do país, mas sim recuperarão os recursos energéticos.
Trump também confirmou que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela até que seja definida uma transição de governo.
“Estamos lá e ficaremos até que uma transição adequada aconteça. Vamos basicamente executar, administrar o país até que uma transição apropriada ocorra”, disse.

