A ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida na madrugada deste sábado (3), provocou reações imediatas e polarizadas entre os chefes de Estado latino-americanos. Enquanto o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou o ataque publicando “Viva a liberdade, caramba!”, o líder cubano Miguel Díaz-Canel condenou veementemente a ação, classificando-a como um “crime” e uma “agressão brutal” à zona de paz da região.
Em El Salvador, o presidente Nayib Bukele analisou que o regime de Maduro perdeu sua alavancagem de negociação com a maior potência do mundo. Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou profunda preocupação, reafirmando o respeito à soberania territorial e oferecendo ajuda humanitária na fronteira entre os países.
No Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Itamaraty na manhã deste sábado. O encontro, que conta com a participação remota de Lula — que está em recesso na base de Marambaia (RJ) —, busca alinhar informações e definir um posicionamento oficial diante da gravidade do episódio. Diplomatas avaliam os impactos na estabilidade regional e o risco de uma crise humanitária nas fronteiras brasileiras.
Internamente, a política brasileira também se dividiu: parlamentares da oposição celebraram a queda do que chamam de “ditadura aliada ao PT”, enquanto aliados do governo e partidos de esquerda classificam a incursão de Donald Trump como “terrorismo de Estado” e violação do direito internacional. A expectativa é que o Ministério das Relações Exteriores emita uma nota oficial ainda nas próximas horas, após a conclusão da reunião técnica.

