O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta quarta-feira (10), durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, que vai buscar alternativas para derrubar a exigência do exame toxicológico para a primeira habilitação nas categorias A e B, restabelecida pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente Lula. Segundo ele, a medida aumenta o custo da CNH e “não faz sentido”, já que apenas o Brasil exige o teste para carro e moto.
Renan Filho disse ter recomendado o veto ao presidente e classificou a decisão do Congresso como contrária ao interesse da população. O ministro destacou que o objetivo das novas regras lançadas pelo governo é justamente reduzir a burocracia e o custo do processo — que pode chegar a R$ 5 mil — e que a obrigatoriedade do toxicológico vai na direção oposta.
A retomada do exame foi incluída em um projeto aprovado pelo Legislativo e tem custo estimado entre R$ 90 e R$ 110, segundo a Associação Brasileira de Toxicologia. O ministro afirmou que seguirá defendendo a retirada da exigência e que “vai conseguir uma saída” para evitar que milhões de brasileiros precisem realizar o teste apenas para obter a CNH.

