O Sindicato do Policiais Penais (Sinppenal) vai se juntar a pelo menos 22 entidades representativas de policiais civis e militares em um protesto contra a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) marcado para a terça-feira (18/11), às 14h, no Largo São Francisco, na região central de São Paulo.
Os policiais penais criticam a falta de reajuste salarial. “Pela primeira vez na história, os policiais penais foram deixados de lado em um reajuste salarial das forças de segurança. Na mesa de negociações, o governo nos prometeu que a diferença de 14% seria concedida logo assim que a Polícia Penal fosse regulamentada e isso não ocorreu”, afirma o presidente do sindicato, Fábio Jabá.
Além dos policiais penais, PMs e Civis também deverão participar do protesto. Os últimos têm ainda como alvo o secretário da Segurança Pública licenciado, Guilherme Derrite (PP). Já os penais respondem à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Segundo Jabá, o reajuste que o governo estadual alega ter concedido em janeiro foi somente uma “adequação ao regime de subsídio”, porque perderam direito a quinquênios e sexta parte, por exemplo.
“Os Policiais Civis estão sofrendo algo muito parecido com o que aconteceu com a Polícia Penal. Nossa lei orgânica já estava pronta no final do governo anterior, o governo Tarcísio descartou boa parte da lei elaborada por um grupo de trabalho da SAP [Secretaria de Administração Penitenciária] e, após dois anos, aprovou uma lei que criou uma polícia sem prerrogativas e sequer sem a garantia de acautelamento de armas”, diz o presidente do sindicato.
Segundo os representantes da categoria, há um déficit de 30% no efetivo, que não é reforçado com contratações há três anos. O concurso com 1.100 vagas, que foi aberto neste mês, seria inferior às baixas de 2023 e 2024, sendo que só reforçariam os quadros funcionais em 2028.

