O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta segunda-feira (27) suas declarações anteriores sobre disputar a reeleição para a Presidência da República em 2026. De acordo com o chefe do Executivo, foi um “equívoco” realizar o anúncio durante sua visita à Indonésia.
“Eu não deveria ter falado na Indonésia que eu era candidato, eu tenho que falar é no Brasil. Foi um lapso da minha parte, eu não tenho voto lá”, afirmou o mandatário em tom de brincadeira durante conversa com correspondentes na Malásia, onde participa da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Na quinta-feira (23), Lula havia admitido, pela primeira vez, que pretende concorrer a um quarto mandato presidencial. “Meu mandato termina no final de 2026, mas nós estamos preparados para disputar outras eleições”, declarou durante pronunciamento ao lado do presidente indonésio, Prabowo Subianto.
Anteriormente, Lula sustentava que uma eventual candidatura dependeria de seu estado de saúde. Em agosto, havia manifestado à Rádio Itatiaia que necessitaria estar em adequadas condições físicas e mentais.
Na oportunidade, o presidente enfatizou que tinha “convicta” de que seria uma eleição complexa e que, caso se candidatasse, seria com o objetivo de vencer o pleito.
Contexto político
Conforme apurou a CNN Brasil, a declaração antecipada sobre a disposição de concorrer à Presidência representou uma estratégia de Lula para capitalizar o atual momento político. A manifestação ocorre em um contexto de fragmentação da oposição e de redução do destaque internacional do bolsonarismo, impulsionado pelos diálogos de Lula com o ex-presidente norte-americano Donald Trump, com quem se reuniu no domingo (26).
Pesquisas de opinião recentes demonstram que Lula tem recebido avaliação favorável do eleitorado nas últimas semanas.
Um estudo divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta segunda (27) indica que o petista lidera todos os cenários potenciais para o primeiro turno das eleições de 2026.
Já uma sondagem da AtlasIntel/Bloomberg publicada na sexta (24) aponta que o desempenho do presidente é aprovado por 51,2% dos brasileiros, enquanto seu índice de rejeição se situa em 48,1%.

