O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para os Estados Unidos nos próximos dias para a Assembleia-Geral da ONU, em um momento de escalada nas tensões com o governo norte-americano. O atrito aumentou após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado no país.
O secretário de Estado de Donald Trump, Marco Rubio, prometeu retaliar a condenação de Bolsonaro. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) emitiu uma nota afirmando que as ameaças “não intimidarão nossa democracia”. Em um artigo publicado no jornal The New York Times, Lula defendeu a decisão da Suprema Corte e negou a existência de uma “caça às bruxas”, termo usado por Trump. O presidente brasileiro também declarou que, embora o Brasil esteja aberto a negociações benéficas para ambos os países, “a democracia e a soberania do Brasil não estão em pauta”.
Medidas de apoio a exportadores
Para mitigar os impactos das tarifas de 50% impostas pelos EUA sobre as exportações brasileiras, o governo Lula apresentou uma medida provisória (MP) batizada de “Plano Brasil Soberano”. A MP inclui diversas ações de apoio a empresas exportadoras, com foco nos pequenos exportadores:
Compras governamentais: Estados poderão comprar itens perecíveis que seriam exportados para os EUA e utilizá-los em programas sociais.
Linhas de crédito: Serão disponibilizadas linhas de crédito subsidiadas no valor de R$ 30 bilhões para empresas mais afetadas.
Ampliação do Reintegra: O programa, que devolve impostos a pequenas empresas exportadoras, foi estendido a todas as empresas exportadoras.
Ampliação do regime de drawback: O governo prorrogou os prazos de suspensão de impostos sobre matérias-primas usadas em produtos de exportação.

