Eweline Passos Rodrigues, conhecida como “Diaba Loira”, teve uma vida completamente diferente antes de se envolver com o crime. Em 2022, ela cursava Direito e para pagar a faculdade, vendia trufas de chocolate, perfumes e maquiagens. Casada e mãe de dois filhos, ela compartilhava nas redes sociais uma rotina familiar, com fotos da gravidez e conquistas pessoais.
A reviravolta na vida de Eweline começou após uma tentativa de feminicídio, em agosto de 2022, cometida por um ex-companheiro em Santa Catarina. Esse episódio marcou o início de uma mudança radical em sua trajetória, levando-a a se envolver com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Da facção CV para o TCP
No Rio, Eweline ingressou no Comando Vermelho (CV), onde passou a ostentar armas e publicava mensagens desafiadoras, como “Não me entrego viva, só saio no caixão”. Pouco tempo depois, ela trocou o CV pela facção rival, Terceiro Comando Puro (TCP).
Procurada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por suspeita de tráfico e organização criminosa, a “Diaba Loira” foi assassinada a tiros por criminosos rivais no dia 15 de agosto. Seu corpo foi encontrado na semana passada em Cascadura, na zona norte do Rio, após um confronto nas comunidades do Fubá e do Campinho.
Semanas antes de ser executada, Eweline havia postado nas redes sociais que não temia a morte: “No começo eu até pensava que tinha medo, assim que entrei nessa vida, anos atrás. Mas, na verdade… não”.

