Avaliações de analistas políticos apontam que o senador Renan Calheiros (MDB) pode enfrentar dificuldades na disputa eleitoral de 2026, mesmo contando com o apoio declarado de cerca de 80% dos prefeitos alagoanos. O cenário traçado indica risco de o parlamentar não conseguir se reeleger ao Senado e, consequentemente, ficar sem mandato a partir de 2027.
A preocupação se intensifica diante do formato das eleições de 2026, quando dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa, com a escolha de dois senadores por estado. A ampliação do número de vagas tende a aumentar a concorrência e tornar a corrida eleitoral mais acirrada em Alagoas.
Pesquisas recentes também contribuem para o alerta no entorno do senador. Levantamento divulgado em outubro de 2025 indica que Renan Calheiros aparece entre os nomes com maior índice de rejeição no estado, especialmente em municípios da Região Metropolitana e em áreas com maior presença de formadores de opinião. Analistas avaliam que o apoio institucional de prefeitos não se converte automaticamente em votos, sobretudo em um cenário de elevada rejeição.
Outro fator observado é a percepção de parte do eleitorado por renovação política. Especialistas destacam que Renan ainda é associado, por segmentos da população, a práticas tradicionais da política local e à concentração de poder de grupos familiares históricos no estado, o que pode pesar negativamente no julgamento do eleitor.
Além disso, a possível fragmentação da chapa ao Senado é vista como um elemento adicional de risco. A projeção inclui o crescimento de possíveis adversários competitivos, o que pode dividir o eleitorado e dificultar a manutenção de Renan Calheiros no Congresso Nacional.
O quadro, segundo analistas, aponta para uma das disputas mais desafiadoras da trajetória política do senador desde sua entrada no Senado.

