Banner
Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    sábado, 14 março
    Política AlagoanaPolítica Alagoana
    ANUNCIE
    • INÍCIO
    • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
    • BRASIL
    • CIDADES
    • CULTURA
    • ECONOMIA
    • ESPORTE
    • MUNDO
    • Municípios
    • Política
    • SAÚDE
    • Turismo
    Política AlagoanaPolítica Alagoana
    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Relator propõe que atuação da PF contra facções dependa de solicitação de governadores
    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    Relator propõe que atuação da PF contra facções dependa de solicitação de governadores

    O parecer do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao Projeto de Lei Antifacção (PL 5.582/2025) prevê que as investigações conjuntas da Polícia Federal (PF) com forças estaduais em casos de crimes ligados a facções criminosas só ocorram mediante solicitação formal do governador.

    O texto, que altera a proposta original encaminhada pelo Poder Executivo, estabelece que o Ministério da Justiça e Segurança Pública poderá determinar a atuação conjunta “mediante provocação do Governador do Estado” quando houver crimes com repercussão interestadual ou internacional, ou que ameacem a segurança nacional e a ordem pública.

    Derrite, que está licenciado do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, é o relator da matéria, que entrou na pauta da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (11).

    Críticas e divergências

    Para o professor de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rodrigo Azevedo, a proposta representa um retrocesso.

    “Esse parágrafo cria um entrave, porque a atuação da PF passa a depender de uma provocação do governador, o que é algo genérico e sem segurança jurídica. Hoje, quando há um crime com repercussão interestadual ou transnacional, a competência automaticamente é da PF e da Justiça Federal”, explicou.

    Azevedo avalia que a mudança contraria o espírito da PEC da Segurança, enviada pelo governo federal, que busca maior integração entre as forças policiais.

    Por outro lado, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), Rodolfo Laterza, defende que a proposta fortalece o pacto federativo e melhora a coordenação entre as polícias federal e estaduais.

    “O texto evita sobreposição de investigações e retrabalhos, reforçando os mecanismos de cooperação e respeito entre as instituições”, afirmou.

    Repercussão política

    O líder do PT na Câmara, deputado Lindberg Farias (PT-RJ), criticou duramente a mudança, alegando que ela limita a atuação da PF e enfraquece o combate ao crime organizado.

    “Em vez de fortalecer o enfrentamento às facções, o relator faz o oposto: tira poder da PF e protege redes de lavagem de dinheiro, o que poderia inviabilizar operações como a Carbono Oculto”, escreveu o parlamentar em uma rede social.

    Lindberg também argumentou que o parecer contraria o artigo 144 da Constituição, que determina ser atribuição da PF investigar “infrações com repercussão interestadual ou internacional e que exijam repressão uniforme”.

    A Agência Brasil entrou em contato com o deputado Guilherme Derrite, que ainda não se pronunciou oficialmente. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o projeto busca enfrentar a impunidade e oferecer uma resposta efetiva ao avanço das organizações criminosas.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    © 2026 Direitos reservados Politica Alagoana. Desenvolvido por MOBOX TECNOLOGIA

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.